quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Capítulo 32 - Cape Diem. FINAL

NOTAS INICIAIS:

Oi amores. Vou deixar para agradecer no final. Boa Leitura e escutem a música.

Somewhere only we know -  Keane



NATHAN.

Os shows foram maravilhosos, saíram melhores do que esperávamos. Logo estávamos voltando para Londres. Nada como a nossa casa. Me despedi dos meninos e segui caminho. Assim que abri a porta do meu apartamento suspirei. Era bom estar de volta. Ficaria um mês de férias. Isso seria bom para mim. Me joguei no sofá ligando a televisão em seguida. Estava passando o nosso clipe de glad you came. Ironia, sim ou claro?! Eu bufo e mudo de canal. Está passando o comercial do hotel que ela ficou em Miami. Ta de sacanagem?! Desisti de ver TV. Peguei as malas e levei para o quarto. Logo em seguida tomei um banho quente e depois coloquei meu pijama caindo na cama e dormindo profundamente. Eu estava mais cansado mentalmente do que fisicamente.

4 dias depois...

Hoje Jess viria passar o dia comigo. Fazia tempo que eu não via minha irmã. Ela conseguia me animar não importa como eu esteja. Dou graças ao bom Deus que eu a tenho. Terminei de ligar para a pizzaria e corri para dar uma arrumadinha na sala. Logo uma voz bastante conhecida se fez no interfone. Apertei o botão para que ela pudesse subir. Batidas na porta surgiram e eu logo as abri. Jess pulou no meu colo e eu a rodei. Estava feliz pela distração que minha irmã me proporcionara. Logo as pizzas chegaram e eu fui pagar enquanto ela colocava um filme para vermos. Conversamos colocamos o papo em dia, ela me contou como estão às coisas e como mamãe esta com saudade. Eu também sentia sua falta. Uma hora ela me olhou com incerteza e eu devolvi com olhar de dúvida. Ela estava escondendo algo e eu queria descobrir. Insisti e enfim ela me contou que estava namorando. Ok, Nathan. Respirei fundo enquanto ela olhava para as mãos. Ela sabe muito bem como sou ciumento.

– Quantos anos ele tem? – perguntei lentamente e ela enfim me olhou.

– 17 anos. – ela sussurrou e eu arregalei os olhos.

– Ele é dois anos mais velho do que você, Jess. Como mamãe deixou isso? – Resmunguei e ela bufou. Eu estava certo. Ela só tem 15 anos e vai namorar ou namora com um cara de 17?!

– Eu não sou criança, Nathan. Além disso eu só comentei, não estou pedindo a sua permissão. – ela falou firme e foi como um tapa. Ficamos ali um olhando para o outro. Palavras não ditas, mas com certeza dava pra sentir a tensão.

Quando abri a boca para falar mais alguma coisa batidas na porta me distraíram.

– A gente não acabou. – a encarei e ela revirou os olhos.

Assim que abri a porta todo o sangue foi drenado do meu rosto. Fiquei em silêncio olhando sem piscar. Como? Quando? Quem?

– Como você descobriu onde eu moro? – Me xinguei mentalmente pela pergunta ter saído num tom ríspido, mas pensando bem foi merecido.

CLAIRE.

Eu sabia muito bem o que tinha que fazer. Correr atrás do prejuízo. Quando liguei para o meu pai eu contei que não estava me sentindo bem trabalhando no Rio. Que queria expandir meu conhecimentos e trabalhar no exterior. Como meu pai tem sócios em vários lugares ele me perguntou onde. Obviamente eu respondi em Londres. Ele conversou com o amigo dele que me colocaria como sua assistente em sua empresa. Fui ‘demitida” do meu trabalho e logo arrumei a papelada para poder me mudar. Enquanto isso meu pai estava arrumando minha moradia. Liguei para o Siva logo em seguida pedindo o endereço de onde Nathan morava em Londres. Falei que me mudaria e que queria falar com Nathan sobre nós. Ele prontamente me deu e me desejou boa sorte. Assim que cheguei em Londres só tive tempo de deixar minhas coisas no meu novo apartamento, tomar um banho e trocar de roupa para ir realizar o meu desejo. Não conseguiria esperar mais. Eu tinha que recuperar o tempo perdido antes que fosse tarde. Não deixe que seja tarde meu Deus, por favor.

Já em frente ao apartamento do Nathan tomei coragem para bater na porta. Não queria chamar no interfone, pois teria que dizer que era eu e tinha medo dele não querer me atender. Por isso bati na porta. Assim que ele abriu meu coração disparou. Seus olhos verdes me encarando e aos poucos ele estava ficando pálido. Era notável a surpresa que ele estava sentindo. Depois de um tempo ele finalmente abriu a boca pra falar, e era exatamente o que eu sabia que ouviria.

– Como você descobriu onde eu moro? – a pergunta saiu como uma tapa. Ele continuou me encarando enquanto franzia a boca.

– Bem, eu pedi ao Siva. – Respondi como se fosse uma adolescente que acabara de cometer um erro. Ficamos nos olhando e eu finalmente resolvi falar.

– Bem Nathan Eu vim aqui para conversar sobre a gente. – O encarei e ele franziu a testa em dúvida.

– A gente? – Ele repetiu as duas palavras que eu proferi e me olhou com ironia. – que eu saiba da última vez que eu as pronunciei eu recebi como resposta um “não existe a gente, Nathan”. – ele me encarou e eu engoli seco. 

Isso não ia ser fácil e eu estava com medo de como acabaria. Ele fechou a porta atrás dele e cruzou os braços. Seus olhos nunca deixando os meus e cara, eram tão intensos.

– Nathan... depois que você saiu do hotel e foi embora foi como se meu mundo tivesse sumido. Eu sou covarde você está certo. Eu sofro antecipadamente. Acontece que bem... eu tinha medo de que você de um dia para o outro você enjoasse de mim. Você sabe... eu não sou perfeita...

– Você era perfeita pra mim. – Ele me interrompe e eu engulo mais uma vez. Era?!

– Não sou mais? – minha pergunta sai como um sussurro. Quer dizer que é isso? Esse é o fim?

– Claire, aconteceu muita coisa naqueles dias que eu fiquei lá. Eu sofri muito por você.

– Eu sei e eu sinto muito. Toda a minha dúvida o meu medo terminou se tornando mais forte do que eu. Nathan olha pra mim. – apontei para mim mesma e lágrimas começaram a descer. – Eu não sou o exemplo de miss universo. Olha quantas artistas lindas você conhece e num estalo você poderia me trocar. Esse era meu medo.

– Você devia ter confiado em mim, Claire. Eu te dei algum sinal de que te trocaria?! De que me enjoaria de você?! Você era o suficiente. Mais do que isso. Eu era capaz de fazer tudo por você – conforme ele ia proferindo a frase ele aumentava a sua voz.

– Eu sei. Eu estou aqui para pedir uma chance pra gente. – parei e voltei a encarar seus olhos.

– Por que disso agora?! Por que você decidiu isso agora? – ele sussurrou e eu respirei fundo.

– Por que eu demorei a enxergar Nathan. Porque eu demorei pra perceber que eu... – Parei e me preparei para declarar para ele o que eu tinha medo de admitir. O mesmo estava com os olhos arregalados. Ele sabia o que eu iria falar.

– Você o que?! Fala... – Ele sussurrou me incentivando a falar. Muito bem Claire. É agora ou nunca.

– Eu te amo. – Soltei a frase e ele fechou os olhos e inalando profundamente. Como se aquelas três palavras fosse um cheiro muito bom.

Quando ele finalmente abriu seus olhos neles haviam lágrimas. Não de dor, mas de alegria. Sorri e me aproximei dele o abraçando. No começo ele não se moveu, mas depois ele passou os braços em volta de mim e me apertou. Deu certo. Deu tudo certo. Ele é meu. Me separei de seu abraço e ele estava com um sorriso. Quando ele fez menção de abrir a boca para falar algo a porta se abriu e uma loira apareceu. Mas como assim?!

– Nathan, esta tudo bem? – Os olhos delas deixaram de encará-lo e olharam para mim. Era isso. Ele mal tinha me deixado e já estava com outra?! Mas espera. Por que eu estava com raiva?! Bem feito, Claire. Sua burra. Bem feito.

Me afastei dele. Ele franziu a testa em dúvida enquanto eu dava passos para trás. Girei meus calcanhares e comecei a correr para longe. Eu o perdi. Ele agora tinha outra que provavelmente daria tudo para ele o que eu não dei. Percebi que alguém me seguia e logo uma mão me puxou.

– O que houve? Por que você correu? – Era ele. Ele estava respirando rápido devido ao esforço. Havia desespero em seus olhos.

– Você tem outra, Nathan. Eu entendo. – Falei com dor na voz, mas logo o olhei com dúvida quando ele começou a gargalhar e me puxou para um abraço.

– Que susto, loirinha. – ele me chamou de loirinha. – aquela loira lá é a minha irmã. Ela veio passar o dia comigo. – um alivio me bateu e eu comecei a rir. Ele alisou meu rosto e se inclinou fazendo menção de me beijar. Eu aceitei de bom grado. Ele era meu. Somente meu.

Voltei para seu apartamento e conheci a Jess. Minha cunhada. Ela é um amor e eu fiquei do lado dela em relação ao seu namorado. Nathan tem que parar de ser egoísta. Logo a noite chegou e Jess foi para o quarto de hóspedes. Nathan me convidou para dormir lá e quem sou eu para recusar. Assim que eu fechei a porta de seu quarto ele me imprensou na parede e me beijou como se sua vida dependesse disso. O beijo foi se aprofundando e logo estávamos na cama. Ele por cima de mim distribuindo beijos pelo meu pescoço. Ele roçou seu membro ainda coberto pela cueca sobre minha intimidade. Eu estava nua e ele ainda com sua boxe vermelha. Soltei um gemido baixo. Ele agarrou meu queixo e voltou a me beijar. Me estiquei e toquei sua cueca. Ele olhou para baixo e sorriu.

– Acho que tenho que me livrar de algo. – Ele se ajoelhou e abaixou o pano o tirando logo em seguida.

Se posicionando em cima de mim novamente ele me penetrou devagar aproveitando a sensação. Eu o amava dentro de mim e estava na cara que ele amava estar dentro de mim. Depois de uns segundo ele começou a se mover devagar. Lento e torturante. Agarrei seu cabelo e ele me olhou enquanto se movia. Olho no olho. Sua boca estava aberta e ele gemia de leve.

– Mais rápido Nathan. – Choraminguei e ele sorriu. Esse puto amava quando eu implorava.

– Não loirinha. Eu quero fazer isso devagar. – Ele se sentou e me puxou junto. Pele com pele... Ele nunca deixando de me olhar. Era tão intenso mesmo que num ritmo devagar. Dava para sentir o amor ali. O carinho.

– Eu. Te. Amo. – ele falou pausadamente para que eu escutasse e entendesse. Sorri e o beijei. Logo senti um doce e delicioso aperto. Não demorou muito e eu tive o meu orgasmo. Ele me apertou e logo encontrou a sua libertação dentro de mim.

Finalmente estávamos juntos e eu estava disposta a correr o risco. Esse homem me ama e sempre me amou. Eu que fui lerda e não percebi. Mas agora não vou deixar nada entrar no meu caminho.

2 anos depois...

Os meninos tinham se tornado um sucesso mundial. Não havia um lugar que você passasse que não conheciam The WANTED. Eu agora era sócia da empresa do amigo do meu pai. Isso mesmo. Sócia. Meu pai estava extremamente orgulhoso. Incrível quando sua vida amorosa esta boa automaticamente a sua vida profissional melhora. Nathan e eu estamos ótimos, claro que tem brigas, nada como um casal normal. Hoje iríamos à pré-estréia do filme da Patrícia aqui em Londres. Ela tinha se tornasse uma atriz renomada e muitos diretores brigavam para que ela estrelasse o seu filme. Coloquei meus brincos e me olhei no espelho mais uma vez. Nathan logo chegou por trás e me abraçou. Depois de amanha faríamos dois anos de namoro. Ele me olhou através do espelho e sorriu. Não precisava dizer nada para saber o que ele queria dizer.  Eu te amo.

Me virei e o beijei. Ajeitei sua gravata e logo estávamos nos encontrando com os garotos para seguirmos caminho. Eu estava meio nervosa devido ao fato de que a sapo bo... A Dionne estaria lá também. Não por convite de Patrícia, mas pelo namorado dela. O ator que fazia o par com Patrícia. Mas eu sabia que ela ainda tinha sentimentos pelo Nathan. Senti uma mão segurando a minha e quando vi era ele me dando um sorriso reconfortante. Como se quisesse me dizer eu sou seu, não tem com que se preocupar.
Chegando lá tiramos fotos e logo avistei a estrela da noite em seu vestido vermelho combinando com o cabelo. Quando ela me viu veio correndo para me abraçar. Eu estava com tanta saudade dela. Entravamos em contato sempre que podíamos e sempre dávamos um jeitinho de nos vermos, mas com essa filmagem ela estava sem tempo.

– Amiga você esta linda. Parabéns. – Falei enquanto a abraçava apertado.

– Obrigada amiga. Estou nervosa. – ela me olhou e sorriu. Nathan se aproximou e ela o cumprimentou.

 Logo todos os meninos vieram falar com ela. Não demorou e Mitch se juntou a nós. Ele tinha pedido Patrícia em Noivado há dois dias. Sorri me lembrando da gritaria que fizemos quando ela me mostrou o diamante solitário no anel. Ela virou capa de T O D A S as revistas. O clima ficou tenso quando Tom se aproximou com Kelsey. Finalmente ele levou as palavras de Patrícia a sério e tomou rumo na vida. Ele olhou para Patrícia que o encarava sério. Mitch se aproximou e abraçou-a de lado. Um sorriso discreto de desculpas se formou no rosto de Thomas e Patrícia sorriu, um sorriso de “você esta desculpado”.

– Parabéns. – Ele a cumprimentou estendendo a mão e ela apertou.

– Obrigada. – Ela devolveu a gentileza. Estava tudo resolvido entre eles. Logo todos estavam dentro do cinema assistindo o filme.

No final teve uma festa. Só para os íntimos. Nos divertimos e bebemos. Eu não podia estar mais feliz. Estava com quem amava. Com os meus amigos. Sou muito sortuda. Sorri e balancei a cabeça. Logo Nathan se aproximou e me beijou.

– Pensando em quê? – ele me perguntou quando parou o beijo. Sorri mais ainda e respondi:

– Sou muito grata por aquele fim de semana. – ele sorriu e me dei um selinho.

– Eu também loirinha. Eu também...


FIM...





AGRADECIMENTOS:

Gente esse é o final. espero que eu tenha cumprido as expectativas de vocês. Obrigada por sempre me acompanhar mesmo quando eu sai do Nyah. Vocês são maravilhosas e eu não poderia querer mais nada. Amo vocês e obrigada sempre pelos elogios, as criticas. Isso sempre me incentivava. Vou sentir saudades dessa fic. - embora esteja aliviada. 
Espero de coração que vocês não me abandonem e possam continuar acompanhando minhas outras histórias. BEIJOS <3

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Capítulo 31 - Um despertar para a vida. Nada como tempo e uma surpresa.

NOTAS INICIAIS:

Oi gente. Esse é o penúltimo capítulo. SOS.
Espero que gostem e que comentem. De boa.
COMENTEM!
ps: feliz natal atrasado. muita paz, saúde, amor e prosperidade para vocês e suas famílias s2



CLAIRE.

Depois de um tempo me lembrei que o show dos meninos passaria na televisão. Terminei de arrumar o quarto que há umas horas atrás estava sendo ocupado por Patrícia e Mitch e desci para a cozinha a fim de fazer pipoca para ver o show. Já com tudo pronto me sentei no sofá e liguei a TV. Estava na entrevista deles. Comecei a rir ao ver a brincadeira deles durante a entrevista. Eles estavam cruzando e descruzando as pernas toda hora. Logo deu a hora deles entrarem. O show começou e foi exatamente como eu esperava. Gritarias, choros, mais gritarias. Eles estavam muito felizes por estarem ali. Depois de muitas músicas eles começaram a cantar “heart vacancy”. A letra é simplesmente perfeita. Percebi que Nathan estava olhando diretamente para a câmera como se estivesse cantando para mim. Parei de respirar por um momento enquanto encarava aqueles olhos verdes. Lágrimas começaram a escorrer pelos meus olhos. Se eu fosse mais corajosa... Será que é isso que eu quero? Jogar a minha chance de ser feliz fora por medo do que possa acontecer no futuro?! Balancei a cabeça e mudei de canal. Assim que o fiz, no canal seguinte estava passando o escritor Paulo Coelho na televisão e ele falou uma frase que me fez repensar. “O medo de sofrer é pior do que o próprio sofrimento. É preciso correr riscos, seguir certos caminhos e abandonar outros.”. Minha boca se abriu. Era algum sinal para eu acordar pra vida?! Querendo ou não se você parar para pensar ele está certo. Nós temos que viver o momento, não é mesmo?! O resto à gente vê com o tempo. Carpe Diem, Claire.
Uma idéia me bateu. Liguei para Maria para saber sobre a festa de despedida e tudo estava organizado. Eu não iria aparecer lá. Não estava bem para isso. Terminei a ligação com Maria e liguei para meu pai. Espero que não seja tarde demais.

Alô, pai?! O senhor pode me fazer um enorme favor?...

NATHAN.

Graças a Deus o show foi um sucesso. Deu tudo certo e todos saíram felizes de lá. Pelo menos naquele momento eu me esqueci de todos os problemas e me concentrei em dar felicidade para minhas fãs. Assim que saímos do palco comemoramos e fomos direto para o hotel. Uma festa de despedida está nos esperando. Talvez ela esteja lá. O pior de tudo é que mesmo com tudo o que esta acontecendo eu não consigo deixar de gostar dela. É mais forte do que eu. Se você não fosse tão covarde, Claire...

– Ei, Nathanzinho. Que cara é essa? – Tom me perguntou e todos começaram a rir com o meu mais novo apelido dado pelo apresentador de um programa daqui.

– Aposto qualquer coisa que essa cara é culpa de uma certa loira problema. – Max me olhou e eu fiz careta para o mesmo.

Não demorou e chegamos à festa. Tinha várias pessoas se divertindo e vindo nos elogiar. O festival foi um sucesso aqui no Rio e tudo saiu como combinado. Corri os olhos pelo local e quem eu queria achar não estava. Bom. Pelo menos eu não estava encontrando. Tentei me divertir. No começo até que consegui, mas o cansaço do show apareceu e eu fui obrigado a ir para meu quarto descansar. Amanha iríamos para São Paulo fazer o show e se eu não descansasse agora estaria um fracasso amanha. Suspirei. Eu iria embora e minha situação com Claire ficou nada com nada. O jeito é aceitar. Eu a perdi. Tenho que dar um tempo para mim. Nada como o tempo para curar tudo. Curar ou amenizar. Arrumei minha mala, tomei um banho e fui dormir. Amanha seria um longo dia. Hora de encarar a realidade e parar de ficar imaginando como seria se ela tivesse dito sim.

(...)

Acordei com batidas na porta. Levantei relutante e ao abrir me deparo com Tom. Ele me avisou que tínhamos uma hora para se arrumar tomar café. Me arrumei e desci. Tomei café e logo estava colocando as malas na van. Vou confessar que fiquei decepcionado por não vê-la antes de ir embora. Creio que não a verei de novo. Pelo menos não tão cedo. Forcei um sorriso para as fãs que estavam gritando e tirei fotos com algumas. Já na van Tom, Max, Nareesha e Jay estavam aproveitando para cochilar já que passaram a noite toda festejando. Os acordados ali era somente eu e Siva. Olhei pela janela. O mar, as pessoas correndo, algumas andando de bicicleta. Rio de Janeiro é um estado maravilhoso.

– Como você está? – Siva me perguntou me tirando dos meus pensamentos.

– Bem e você? – Devolvi a gentileza e ele sorriu. Fiz cara de dúvida.

– Não quis dizer isso, Nathan. Quero saber como você está em relação à Claire.

Bufei e voltei a encarar a janela.

– Não quero saber e nem falar dela. Isso é passado. – Resmunguei e escutei ele suspirar.

– Um passado que ainda te fere. Esses dias foram difíceis para você. – Siva amigo como sempre comentou mais uma vez.

– Nada como o tempo, Siva. Isso passa. – suspirei. – eu só preciso de um tempo pra mim.

Ele não falou mais nada. Pegamos o avião e fomos para São Paulo. Foi como eu disse à Siva. Eu preciso de um tempo para mim. Um longo tempo.

SIVA.

Assim que chegamos no hotel fui direto para meu quarto. Nareesha se deitou e voltou a dormir. Às vezes me assusto com o tanto que ela dorme. Sorri enquanto a olhava. Eu podia vê-la dormir por horas. Fui despertado dos meus pensamentos amorosos relacionados à Nareesha pelo meu celular tocando, olhei para o número e não era nenhum que eu conheço. Pensei em rejeitar, mas a curiosidade se fez mais forte.

Alô?! Claire? Aconteceu algo?...Oh que susto... Claro. Que favor?... Do Nathan?! Entendo... Você sabe que isso é loucura, não é?... E desde quando você decidiu isso?... Claro que vou ajudar, mas você vai ter que me contar como foi... Não, claro... Vou te passar o endereço. Estou torcendo para que dê certo... Eu também espero que não seja tarde demais, Claire. Ok, beijos e boa sorte.

Sorri encarando o celular. Não sei o que houve, mas a Claire estava maluca de vez. Sorri mais ainda por eu estar metido nisso. Espero que tudo dê certo para a Claire e que ela consiga o que deseja. Nathan nem imagina o que vai acontecer. Balancei a cabeça incrédulo enquanto seguia na direção do banheiro para tomar um banho e descansar. Claire definitivamente estava maluca.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Capítulo 30 - Despedidas, perdão e um show.

NOTAS INICIAIS:

Oi amores. Demorei, mas aqui está o antepenúltimo capítulo da fic. só faltam dois agora. #xorando.
Boa Leitura e se não tiver comentário eu vou demorar pra postar. u.u


CLAIRE.

Depois da conversa com Nathan eu não consegui mais trabalhar. Chorar me pareceu mais atraente no momento. Eu sabia que estava jogando a minha felicidade fora. Eu jamais iria arrumar alguém como Nathan. Mas assim como ele falara eu sou covarde. Sofro antes do tempo, de algum modo é melhor assim. Ele é famoso, muito cobiçado e eu não sou ninguém. Sou apenas uma menina que ele gosta no momento. Eu prefiro prevenir do que sofrer. Sai cedo do hotel e deixei Maria responsável. Não estava com cabeça para ficar lá. Chegando em casa estranhei as malas na sala. Avistei Mitch descendo com mais uma. Dei-lhe um olhar significativo e ele apontou para cima. Segui caminho e entrei no quarto que Patrícia estava e fechei a porta.

– O que você está fazendo? – Foi à primeira coisa que veio na minha mente.

– Não é óbvio? Eu vou embora, Claire. – Ela fechou a mala enquanto permanecia de cabeça baixa, algo aconteceu e eu não estou sabendo.

– Mais por quê? O que houve?

– Eu fui falar com o Tom, Claire. – ela olhou nervosamente pra porta e me puxou pra se sentar com ela. – eu falei que estava disposta a ficar com ele e ele... bem... – ela não conseguiu terminar e me abraçou enquanto chorava. Eu já sabia.

– Ele não quis. – Falei com pesar e a abracei forte enquanto ela concordava com a cabeça.

– Eu trai o Mitch com uma pessoa que só queria diversão, Claire. Eu preciso ir embora. – Ela se afastou e enxugava o rosto enquanto falava.

– Você vai falar pra ele... sobre a traição? – Enquanto eu perguntava, ela me lançou um olhar do tipo não-seja-boba.

– Claro que não, vamos embora e vai ser como se nada tivesse acontecido.

– Eu entendo. Eu vou sentir sua falta. – Sorri triste e ela me abraçou mais uma vez.

– Antes de tudo, me conta como foi com o Nathan. – ela tentou sorrir e eu abaixei a cabeça.

– Eu disse não. Ele tentou falar comigo tentou ficar comigo e eu disse... não. – senti minha garganta apertar e as lágrimas apareceram.

– Oh amiga. Eu te falei que esse seu medo vai terminar atrapalhar a sua felicidade.

– Foi melhor assim. – Sequei as lágrimas e me levantei acompanhada de Patrícia.

– Se é assim, tudo bem. Mas você está deixando sua felicidade escapar. Você sabe. – Ela me olhou séria. Eu sei muito bem disso.

PATRÍCIA

Me despedi da Claire e desci com a última mala e um sorriso no rosto. Claire tinha ido tomar banho. Assim que coloquei a mala no chão sorri na direção do Mitch, mas o mesmo estava me olhando sério e com os olhos cheios d’água. Meu coração apertou. Ele escutou a conversa. Um desespero me bateu, ele me ama e eu o magoei, eu sei que é egoísmo eu querer que ele fique. Mas eu preciso dele.

– Mitch me deixa explicar. – me aproximei e agarrei a sua blusa, nesse momento as lágrimas saíam sem esforço dos meus olhos. Ele pegou a minha mão e as tirou dele.

– Eu tenho cara de idiota? Você me trai e acha que pode continuar comigo como se nada tivesse acontecido?! – Ele me fitou e as lágrimas apareceram em seu lindo rosto. Droga, droga!

– Não é isso, eu percebi que isso está errado. Eu te amo. Eu preciso de você comigo. – Comecei a soluçar e dei um passo em sua direção e ele deu um passo pra trás.

– Você precisa de mim porque ele não te quis. O que foi, Patrícia?! Meu amor não era o suficiente?!

– Isso não é verdade, por favor. Me escuta, não faz isso. – aumentei minha voz enquanto ele balançava a cabeça negativamente e pegava a sua mala fazendo menção de sair.

Eu estava paralisada. Isso não estava acontecendo. Eu errei e agora perdi o Mitch. O Mitch. Olhei pra frente e ele colocava a mala na traseira do táxi. Corri em sua direção a o agarrei. O mesmo fechou os olhos como se sentisse dor e tentava se afastar. Não! Eu não vou deixá-lo ir.

– Por favor, Mitch. Não me deixa, eu preciso de você. Eu sei que errei, eu fui uma inútil agindo assim com você. – o apertei mais enquanto ele tentava se soltar. – não me deixa sozinha. Eu não sou perfeita, eu preciso de você. Não sou nada sem você, Mitch. Por favor. Por favor. – Comecei a chorar ainda mais. Eu preciso dele. O mesmo se soltou de mim e me colocou de lado e entrou no carro.

Observei o carro se afastar. Era tarde demais. Coloquei a mão na boca para abafar os soluços. Eu sou uma idiota mesmo. Perdi a pessoa que me dava valor. Perdi o único cara que realmente me amava pelo o que eu sou. Que me amava assim. Abri meus olhos e olhei mais uma vez para o carro. Quando o fiz o táxi freou e começou a dar ré. A porta se abriu e o Mitch veio em minha direção em passos largos e com lágrimas nos olhos. Ele segurou meus braços e me encarou por um tempo. Seus olhos me fuzilavam. Por um momento achei que ele iria me xingar. Mas logo o seu olhar amoleceu e ele me puxou para um abraço. Ele está aqui... comigo. O abracei apertado e chorei mais ainda. Ele começou a alisar meus cabelos numa tentativa de me acalmar.

– Você sabe que eu não consigo ir a lugar nenhum sem você. – ele tentou soar com raiva, mas a tentativa foi falha. O fitei e então o puxei para um beijo. Dando selinhos no final.

– Me perdoa, eu te amo. Me perdoa. Não me deixa, por favor. Por favor. – comecei a implorar e juntei as nossas testas.

– Eu não vou. Eu te amo... mesmo você não merecendo. – ele me olhou nos olhos e alisou meu rosto.

– Eu vou fazer valer à pena. Vou me fazer merecer o seu amor e a sua confiança. Eu te amo. – sussurrei e o abracei.

Logo a Claire apareceu na porta e nos ajudou a colocar as malas no carro. Ela me abraçou forte e começamos a chorar. Eu não demoraria a voltar. Eu a amo tanto, espero que ela fique bem. Já dentro do carro acenei para ela que dei tchau. Mitch me abraçou e assim fomos em direção ao aeroporto. Hora de voltar a vida real. Hora de ser feliz com quem realmente me ama. Olhei para Mitch e ele me olhou também e sorriu doce me dando um beijo na testa.

– Eu te amo. – sussurrei e ele sorriu tímido.

– Você vai ter que provar. – ele me abraçou apertado e eu sorri. Eu ia provar. É com ele o meu lugar.

NATHAN

Coloquei a Jaqueta e sai do quarto, todos já estavam prontos e a minha espera. Hoje era o grande dia do show. Depois daqui iríamos para São Paulo, depois Porto Alegre e de volta à Londres. Suspirei. Queria esquecer esses dias que estive aqui e voltar para ano passado na gravação do clipe em Miami. Tudo era tão mais fácil.

– Todos prontos? – Martin apareceu na porta e concordamos.

Logo estávamos no carro indo em direção ao local do show. Nesse dia o carro estava silencioso. Aquilo não era normal. Devia ter barulho, gargalhadas e piadas sem graças. Mas aquele dia estava particularmente triste. Enquanto passávamos em frente a arena já podia ver a enorme fila em frente. Várias meninas com “the wanted” estampado na blusa. Cartazes. Faixas. Sorri e minha animação apareceu. Sempre são as fãs que me fazem sentir bem no final de tudo. É por elas que eu me esforço e dou meu melhor. Tudo que eu quero é retribuir o amor que é me dado. Se pudesse eu daria um abraço em cada uma e dizia um “eu te amo e obrigado por me amar”. Entramos pelo fundo indo em direção ao nosso camarim. Peguei uma garrafa d’água e me sentei em um sofá que havia no canto. Fechei os olhos e relaxei. Logo seria a nossa hora de entrar no palco. Meu estômago estava em queda livre. Todo show eu ficava nervoso. Cada show era como se fosse o primeiro. Fui despertado por um grito de uma garota e logo senti um peso se jogando em mim. Só tive tempo de abrir os olhos e ver uma garota com aparentemente 10 anos vindo em minha direção e se jogar no meu colo enquanto gritava.

– Jesus Cristo. – Falei assim que peguei fôlego e tive força para abraçá-la também. Olhei em volta e a mulher que o Max estava ficando ao lado dele e com um sorriso. Essa menina deve ser a sobrinha dela.

– Nathan. Eu te amo, demais, Você é a minha vida, meu tudo, meu ar, minha respiração, sem você eu não sou nada. Eu te amo demais, demais. – ela me abraçou forte e começou a disparar declarações de amor para mim. Sorri.

– Calma. – alisei suas costas e ela finalmente me encarou. Ela era uma criança encantadora. – Qual seu nome? – perguntei a mesma que tinha um brilho no olhar.

– Bruna. – ela respondeu e logo correu pro Jay e fez a mesma declaração para todos ali. Olhei para o Max e ele pegou na mão da mulher e a levou para o banheiro. Balancei a cabeça. Esse Max não tem jeito.

Depois de uma hora o nosso nome foi chamado. Fomos para uma rápida entrevista antes de entrarmos no corredor que dava ao palco. Conforme andávamos as fãs que já podia nos ver começaram a gritar e chorar. Fiz uma careta para a câmera e logo abracei os meninos falando palavras de animação. O solo de guitarra começou e corremos para o palco dando inicio a primeira música que seria tocada ali. Ao ver as fãs gritando e chorando uma alegria me tomou conta. Esse é o meu lugar, eu pertenço á isso. Nesse momento eu não me lembrava de nada e não queria pensar em nada a não ser cantar para quem realmente me ama incondicionalmente. Minhas fãs.


NOTAS FINAIS:

Quem for julgar o Mitch lembre-se que quem ama perdoa. u.u só isso. Não quero ninguém falando mal dele u.u kashakahkhakhaa

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Capítulo 29 - Você me dá uma sensação que eu nunca senti antes.

NOTAS INICIAIS:

Oi amores, como estão?
Tenho uma notícia triste. Mais 3 capítulos e acaba ;c
O capítulo vai ter hot, portanto que não gost... enfim vocês são tudo safada e vão ler mesmo que eu sei k k k k .
Pra quem gosta do mamax esse capítulo é dele e somente dele. 
Coloquem para carregar a música que eu pedir e deêm play quando eu mandar.

Unthinkable (I'm Ready) - Alicia Keys ft. Drake



POV’S Max

– Ok... o que foi isso do Nathan agora? – Tom se pronunciou logo após Nathan se retirar da sala.

– Não é óbvio? – Jay o olhou com ironia. – Ele deve ter brigado com a Claire, ou coisa pior.

– O que quer que tenha acontecido não é da nossa conta, melhor nós sairmos. – Siva se levantou e eu repeti o gesto.

– Ai... doeu em mim. – Tom fez beicinho e tomou Tum tapa do Jay.

O dia todo foi uma droga devido a bronca que tomamos do Martin por conta da briga de Nathan com Dougie. Tivemos que nos desculpar com os garotos do McFly que entenderam muito bem o nosso lado já que discutiram com Dougie pela sua atitude. Nathan logo se juntou para a checagem de som, hoje seria o último dia de ensaio já que o show seria amanha. Sinto meu telefone vibrar e ao ver que era dou uma corridinha para longe do barulho, era a Isabella querendo saber se podíamos sair hoje. Óbvio que sim já que hoje era meu último dia aqui. Logo depois do ensaio ter acabado fui direto para o meu quarto me arrumar, pegaria a Bella às oito.

Já pronto avisei para os meninos que sairia e os deixei fazendo piadinhas ao meu respeito. Na verdade estava ansioso para vê-la, certamente seria quase impossível voltar a revê-la ou ficar com ela o que me deixa mais chateado, ela seria uma namorada boa demais para mim. Ela me faz ser... eu mesmo. Já em frente ao hotel onde ela mora liguei para a mesma que não demorou para descer. Ela estava linda como sempre.

– Oi. – ela falou e me abraçou dando um selinho logo em seguida e me deixando surpreso, mas feliz.

– Olá. – devolvi a gentileza e ela sorriu. – vamos?

Apontei para o táxi e ela balançou a cabeça negativamente o que me deixou confuso. O que eu fiz?!

– Hoje a gente vai ficar na minha casa. – ela piscou e eu soltei um suspiro de alívio.

Paguei o taxista e logo fui guiado para dentro do hotel. O apartamento dela era pequeno e aconchegante, olhei em volta e ela me pediu para sentar num banquinho. Apoiei meus braços no balcão e fiquei observando-a se movimentar enquanto preparava nosso jantar. Macarrão ao molho branco. Ok. Hora de saber mais dela.

– Então, você trabalha de que? – foi à primeira pergunta que veio na minha mente.

Ela sorriu e virou para me encarar.

– Sou delegada. – ela falou simplesmente e avaliou a minha expressão.

Nossa! Isso é... sexy, imagina ela de farda? Ri mentalmente com meus pensamentos pervertidos.

– Legal. – comentei e sorri com a cara de surpresa dela. – O que?

– Bem... a maioria se sente intimidado com o meu emprego. – ela deu de ombros e voltou a preparar o molho.

– Bem... eu não sou a maioria, baby.

– Tenho a plena certeza disso. – ela gargalhou. – Vai ali no som e escolhe alguma música pra gente ouvir.

Concordei e fui em direção ao iphone que estava ligado no som. Rolei a playlist e coloquei Unthinkable (I’m ready) da Alicia Keys (soltem a música minhas lindas) logo os toques sensuais ecoaram pelo cômodo. Fitei Isabella e ela fez uma breve pausa para prestar atenção na música. Comecei a me aproximar enquanto ela permanecia de costas.

– Escolha interessante. – ela comentou distraidamente.

– Não deixa de ser verdade. – desliguei o fogo que mantinha a panela com água e fui em sua direção, a mesma parou de preparar o molho e me olhou. Parei de frente para ela e tirei a faca de sua mão, senti sua respiração acelerar e a olhei nos olhos.

– Você realmente me deu uma sensação que eu nunca senti antes, Isabella. – sussurrei enquanto ela me olhava. Me curvei e esfreguei meu nariz no dela. A mesma prendeu a respiração e eu passei minhas mãos em sua cintura.

– O jantar... – ela me avisou e eu sorri fraco.

– Não estou com fome... pelo menos não disso. – sorri malicioso e ela corou furiosamente. – Eu não vou fazer nada se você não quiser.

Permaneci centímetros de sua boca sem me mover, era possível sentir a excitação no momento, os olhos da morena encararam minha boca e voltaram nos meus olhos.

– Sim ou não, Isabella? – sussurrei mais uma vez e ela suspirou.

– Sim...

Ela finalmente respondeu e eu agarrei sua nuca a trazendo para perto de mim. Pedi passagem com a língua e a mesma concedeu. O nosso beijo estava carregado de desejo, luxúria e paixão. A puxei para mais perto e minhas mãos pararam em sua bunda. Me afastei para tomar fôlego, mas a mesma me puxou de volta me beijando com mais intensidade do que antes. Soltei um gemido e a afastei para respirar. Jesus, ela me surpreende.

– Você quer que eu transe com você na cozinha? Por que eu teria o maior prazer de fazê-lo. – A encarei e foi a vez dela sorrir maliciosa.

– Sim... eu quero aqui. – ela sussurrou e eu cerrei os olhos para ela. Demorei mais cinco segundos e fui em sua direção.

Segurei a barra se sua blusa e logo a tirei jogando longe. Me afastei e tirei minha blusa seguida de tênis, meia e calça permanecendo somente de cueca. Voltei para perto da mesma e retirei o seu short sem tirar os olhos dela. Antes de subir para encontrar com seu rosto eu deixei um beijo plantado em sua barriga a fazendo suspirar. Rapidamente a coloquei em meu colo deixando-a surpresa com minha atitude. Dois podem jogar esse jogo, afinal. A sentei no balcão e plantei beijos molhado em seu pescoço enquanto minhas mãos abriam seu sutiã deixando seus seios à mostra. (+18) Com a mão direita brinquei com o mamilo esquerdo já enrijecido de Isabella enquanto minha boca chupava o seio direito. Ela jogou sua cabeça pra trás empinando seus seios para mim. Voltei meus beijos para seu pescoço, orelha e mordisquei a mesma fazendo Isabella soltar um leve gemido. Minha mão desceu até sua intimidade ainda coberta pelo pano de renda.

– Você se importa com essa calcinha? – Sussurrei em seu ouvido.

– Não... – ela com dificuldade me respondeu. – por quê?

– Por nada. – sorri sobre seu pescoço e com força puxei a calcinha fazendo a mesma se rasgar facilmente.

Desci meus beijos pela sua barriga chegando até sua intimidade na qual precisava da minha humilde atenção. Chupei seu clitóris fazendo-a gemer mais alto e agarrar minha cabeça.

– Max... – ela suspirou alto.

– Calma.

Continuei a chupá-la duro dando voltas com a língua a fazendo-a gemer mais e mais alto. Não demorou muito e eu senti a sua libertação em minha boca. Seu gosto é divino. Subi meus beijos e ela estava ofegante. Isabella puxou a minha nuca me beijando intensamente e meu membro pulsou me fazendo soltar um gemido. Ela parou o beijo e olhou para baixo. Logo a sua mão pegou minha ereção e começou os movimentos pra cima e pra baixo. Inclinei minha pélvis e ela intensificou o gesto. Gemi alto gozando em sua mão. A olhei nos olhos e ela sorria, devolvi o sorriso e a puxei para perto a colocando no chão. Comecei a beijar seu pescoço e a virei de costas distribuído beijos em seu ombro.

– Perfeita... – sussurrei em seu ouvido e a empurrei para que se apoiasse no balcão.

Sem cerimônia a penetrei duro fazendo Isabella gritar e arquear as costas. Pausei minha mão em sua cintura e comecei a me movimentar. Realmente me movimentar. Comecei a estocar cada vez mais forte fazendo a morena gemer alto. Sua intimidade apertou e eu sentia que estava quase lá.

– Vamos lá, Isa... goza pra mim. – supliquei e a mesma encontrou seu orgasmo relaxando o corpo. Estoquei mais três vezes e na última a segurei perto de mim enquanto gozava deliciosamente. (+18)

(...)

– Comeu bem? – Ela me olhou doce e eu sorri enquanto lavava os pratos e ela secava.

– Comi bem, demais. – sorri malicioso levando uma tapa em seguida.

– Max... – ela me olhou incrédula me fazendo gargalhar.

– O que? Eu falei que comi bem. – Me fiz de inocente e ela me olhou desconfiada. Assim que terminei de lavar o último prato e entregar para ela secar enchi a minha mão d’água e joguei na mesma que abriu a boca e me olhou perplexa.

– Corre... – ela soltou a ameaça e enrolou o pano. Arregalei meus olhos e comecei a correr pela cozinha enquanto ela corria atrás de mim tentando me acertar. Por descuido da sua parte ela tropeçou e caiu no chão. Parei de correr e voltei para ajudá-la.

– Você está bem? – a olhei e ela fez cara de dor. Quando fui ajudá-la a se levantar ela puxou meu braço e sem eu perceber estava em cima de mim me imobilizando. – Mas como? – perguntei confuso, ela era rápida.
– Delegada, esqueceu?! E você me deve uma calcinha nova – ela sorriu vitoriosa e me beijou. – Dorme aqui?! – ela fez beicinho e eu concordei.

Logo estávamos na cama, ela se deitou de costas para mim e eu a puxei para perto.

– Boa Noite. – sussurrei em seu ouvido e ela retribuiu o gesto. Eu sentiria falta dela... Logo o sono veio e eu me deixei levar.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Capítulo 28 - Talvez... não era pra ser!

NOTAS INICIAIS:

Oi amores. Então... acho que mais quatro capítulos e acaba The Weekend. ;ccc
E vou pedir outra coisa. PELO AMOR DE DEEEEUS  escutem a música que eu vou colocar.
1º por que eu AMO;SOU/VIVO essa música.
2º só ler o primeiro.

Chris Brown - Don't Judge me



Nathan estava sentado na minha frente enquanto eu o encarava, percebi que ele engoliu a seco antes de começar a falar o que quer que fosse. Eu também estava nervosa, muito nervosa. Mesmo eu sabendo como aquilo iria terminar.

– Então... – Iniciei a conversa. Porque se dependesse dele.

– Primeiro eu queria me desculpar. – ele me olhou

– Pelo o que? – sinceramente aconteceram tantas coisas que eu nem sei sobre o que ele quer se desculpar.

– Bem sobre várias coisas. Mas em especial por eu ter acreditado na Dionne hoje mais cedo. – Ele me olhava com súplica e de repente uma raiva me bateu. Patrícia deve ter lhe dado alguma lição para ele estar vindo aqui. Por que ele acreditou nela? Esse babaca.

– Deixe-me adivinhar... Patrícia se encontrou com você hoje? – Usei o tom mais irônico que eu pude. Ele suspirou. Nós dois sabíamos que essa conversa não ia ser fácil.

– Sim. E eu já sei de tudo. Sobre Dionne e Dougie e sei que ela mentiu hoje de manha. – ele permanece sério me olhando. Bem feito pra deixar de ser otário. Mas será que se a Patrícia não o fizesse perceber que a Dionne era falsa ele acreditaria em mim?

– Olha Nathan... Você não precisa fazer isso. Sabe... Isso só me fez acordar. Nós nunca vamos dar certo. Nossas vidas são diferentes. – Enquanto eu falava ele me olhou com dor.

– Você pensa tão pouco da gente.

– Esse é o ponto. Não existe a gente. Você não percebe?

– Porque você não dá uma chance, caramba. – ele aumentou o tom da voz, mas logo relaxou. – se você desse uma chance pra nós, mas você tem medo. Você sofre antes do tempo.

– Não é isso. Eu já sei como isso acaba. Nathan você é famoso e eu sou... só eu. – eu fecho os olhos e a vontade de chorar me pega. Mas não vou chorar, não vou.

– Mas esse é o motivo por eu gostar de você, Claire. Por você ser você. – ele esticou as mãos e tocou nas minhas me fazendo abrir os olhos.

– Por favor, Claire. Você sabe que a nossa história não se resume somente a isso. Não dê um final pra gente. Não acabe com o que a gente tem. – ele me implorava e eu tirei minhas mãos da dele.

O meu medo fala mais alto. Ele é famoso e eu sou normal. Boatos virão e automaticamente as brigas. Sem contar com as garotas famosas que gostam dele. As fãs. Não, eu não vou conseguir lidar com isso, é demais. Eu o amo tanto. Sim eu o amo, mas será que meu amor vai ser suficiente?! Provavelmente não. Uma hora ele vai se enjoar de mim e como eu vou ficar?! Não tem jeito.

– Esse é o problema Nathan. – O encarei e ele me olhava com dúvida. Me levantei e abri a porta. – Não se pode acabar com algo que nunca começou. Sinto muito, mas eu não posso lidar com isso. É demais. Melhor pararmos por aqui. – abaixei a cabeça e fiz gesto para que ele saísse.

O mesmo suspirou e começou a rir tristemente enquanto balançava a cabeça negativamente. Ele se levantou da cadeira e veio andando em direção a porta, mas antes de sair ele me encarou.

– No futuro quando você se arrepender e pensar em tudo que nós poderíamos ter, se lembre de que foi culpa sua e de sua covardia a gente não estar juntos. Nós poderíamos ser felizes, Claire. – ele abaixou a cabeça e logo saiu.

Fechei a porta e deslizei até o chão me permitindo chorar até soluçar. Eu sabia que estava jogando a minha felicidade fora, mas o medo fala mais alto. Poxa... ele é famoso caramba. Eu não ia dar conta. E se ele arranjasse coisa melhor do que eu?! Droga, Claire!

POV’S Nathan

Eu nunca na minha vida chorei por mulher alguma. Nunca. Mas ela não era qualquer uma, ela era... ela. E eu a perdi, sim a perdi. E pensar que algumas horas atrás eu estava com esperanças. Esperança de que dessa vez iríamos dar certo, mas sempre tem que acontecer algo para estragar. Se ela não fosse tão covarde e parasse de sofrer à toa. Droga, Claire. Por que tão complicada? Por que nós não podemos ser felizes juntos? Ela não entende que eu sofri por um ano por causa dela?! Isso não é sinal bastante? Sinal de que eu a amo?! Merda. O que eu tenho que fazer para ela enxergar?! Bem... não me resta nada. Ela decidiu assim e quem sou eu para discordar.

Sequei as lágrimas com a costa da mão e peguei o elevador. Assim que abri a porta do meu quarto Siva, Tom, Max e Jay estavam sentados me olhando sério. Suspirei. Eu já sabia sobre o que era a conversa. Me sentei de frente pra eles enquanto eles me olhavam com dúvida. Provavelmente pelo meu rosto com sinais de choro.

– Você sabe por quê estamos aqui, certo? – Siva me encarou e eu balancei a cabeça concordando. Não estava com vontade de falar.

– Droga, Nathan! Será que você não pensa?! Sai na porrada com o Dougie?! Você é maluco? – Tom se levanta do sofá e começa a gritar enquanto eu o olho passivo.

– Você sabe o que ele fez? – pergunto calmamente e ele volta a se sentar balançando a cabeça negativamente. – Imaginei. – fechei a cara.

– O que ele fez, afinal de contas? – Max finalmente perguntou.

– Estava descendo para ir conversar com a Claire. E quando ia bater eu escutei a voz dela pedindo para alguém parar. Eu como fiquei preocupado entrei e vi ele tentando beijá-la e ela não queria. Foi mais forte do que eu ta legal?! Ele estava agarrando-a contra a sua vontade e eu não podia ficar quieto. – aumentei o tom de voz e a raiva tomou conta de mim.

– Entendo. – Siva suspirou. – Nathan eu gosto da Claire, mas desde que chegamos aqui vocês só arrumam problemas. E essa briga... cara os dois estão machucados. Vamos fazer show no mesmo lugar, você tem noção? Tem Nathan?

– Você sabia que podia ter morrido? Já viu o tamanho do cara pra você? Ele podia ter te matado de porrada, Nathan. – Jay interrompe o Siva e eu o olho indignado. Ele tinha tão pouca fé em mim.

– Eu sei me cuidar tá legal, James. – balanço a cabeça e me controlo. Não quero brigar com eles.

– Ainda tem a Dionne. O que houve que ela esta até agora em prantos no quarto da Nareesha? – Max murmura.

– Eu terminei com ela e ela hoje mesmo volta pra casa. – os olhos de todos se arregalaram.

– Se isso for por causa da Claire pensa bem... – Jay ia começar, mas eu logo o cortei.

– ELA ME TRAIU CARAMBA. – Eu gritei. Literalmente. – Patrícia gravou um vídeo da Dionne falando que transou com o filho da pu... o Dougie ontem.

– Você também a traiu, Nathan. – Jay falou com certeza na voz e eu o olhei com dúvida. – Ora, vamos. Você acha que eu não vi Claire saindo do seu quarto?

– Isso foi diferente. Eu ia falar com a Dionne, eu e a Claire tínhamos nos acertados e eu iria terminar com ela, mas aconteceram essas coisas e acabou. – suspirei e a vontade de chorar voltou. Qual é Nathan. Não vai chorar na frente deles.

– Tudo bem. Mas você tem que entender que não pode rolar essas coisas. Você e Claire tem que conversar e parar de arrumar confusão. – Siva voltou com seus conselhos. E eu suspirei me levantando.

– Não se preocupem. Nós conversamos hoje. Na verdade agora. Não vamos mais causar confusão, até porque “nós” não existe. Se me dão licença eu vou tomar um banho e descansar. Vejo vocês mais tarde. – fui para o banheiro os deixando com olhar confuso. Só quero fazer esse show e ir para a minha casa. Chega disso. Se ela não quer tudo bem. Não vou mais insistir. Talvez ela tenha razão, talvez nós não fomos feitos para ficarmos juntos, afinal.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Capítulo 27 - Decepções e brigas

NOTAS INICIAIS:

Oi amores. Aqui mais um capítulo e devo avisar que já esta acabando, psé. Todas choram. Eu quero que vocês escutem uma música enquanto leem, ok? <3

Emeli Sande - My Kind Of Love


POV’S Pati

 – Tom a gente precisa conversar – Me virei ara encarar Thomas que começou a se aproximar assim que fechou a porta do seu quarto.

– Arram. – Ele me puxou e logo seus lábios estavam em meu pescoço fazendo cada misero pêlo do meu corpo se arrepiar.

– Não, é sério. – O empurrei. Não vou trair o Mitch de novo, ele não merece.

– Eu sei que você quer. – Ele se aproximou de novo e eu não resisti, sucumbi aos encantos de Thomas Parker.

(...)

– Então... o que você queria falar? – Ele estava brincando com meu cabelo enquanto estávamos deitados na cama. Me afastei um pouco para olhá-lo.

– Sobre nós...

– Sobre nós? – Ele franziu a testa e me encarou.

– Eu vou terminar com o Mitch, Tom. Nós vamos finalmente ficar juntos. – sorri, mas logo o meu sorriso desapareceu ao ver o rosto de pânico dele. – O que foi? – o olhei com dúvida enquanto ele se sentava na cama e colocava a sua cueca.

– Patricia, e-eu não esperava por isso. Bem... Eu não estou pronto...eu não quero um relacionamento sério agora. – Ele apoiou a cabeça entre as mãos. O olhei perplexa enquanto ele ainda permanecia de costas para mim.

– Mas quando você me viu com o Mitch... bem, você correu atrás de mim. – abaixei minha cabeça e fitei meus dedos. – eu achei que você gostasse de mim.

Ele finalmente se virou para me encarar e levantou meu rosto para que eu o encarasse também.

– Patricia... eu gosto de você. Quando eu te vi... eu pensei que a gente podia repetir o que aconteceu ano passado e só. – ele falava com cautela.

Meu mundo parou, foi como se eu tivesse tomado um soco. Eu fui somente uma diversão para ele. Franzi a testa e meus olhos já estava cheios d’água.

– M-mas você... você sabia que eu estava namorando.

– Eu sei. – ele suspirou e esfregou a cabeça. – Naquele dia depois que ele te abraçou e olhou para mim de cara feia eu tomei aquilo como um desafio. Isso foi egoísmo da minha parte, me desculpe.

Mais uma vez o meu mundo parou, era pior do que eu imaginava. Ele me tinha como um troféu é isso? Pra provar que pode me ter a hora que ele quiser e não importa como? Eu me sinto uma estúpida. Trai uma pessoa que me ama com outra que não dá a mínima pra mim.

Me levantei da cama e comecei a vestir minha roupa, nesse momento as lágrimas já caiam sem esforço. Olhei rapidamente para ele e o mesmo me olhava com pena. Mais um motivo para ter raiva dele. A última coisa que eu queria era a pena dele.

– Patrícia... não faz assim... – Ele ia se levantar, mas eu fiz sinal para ele ficar onde estava.

– Não fala mais comigo. Eu fui muito burra mesmo por achar que você sentia algo a mais por mim. Você está feliz, Thomas? Conseguiu provar pra si mesmo que pode me ter a hora que você quiser? Está satisfeito? Você é um idiota. – Terminei de vestir a minha blusa e fui em direção a porta, mas ele entrou na frente. – Sai da frente.

 – Não... me escuta...

– EU NÃO TENHO NADA PRA ESCUTAR. – gritei o mais alto que pude fazendo ele se assustar. – Esquece que um dia a gente se conheceu. Sai da minha frente. – Antes que ele pudesse falar mais alguma coisa eu o empurrei e abri a porta, mas antes o encarei. – eu espero mesmo que um dia você possa se apaixonar por alguém e ser muito feliz. E também perceber que ter um relacionamento não é tão ruim Thomas. E outra coisa... vai se fuder. – bati a porta e corri para o elevador.

Assim que a porta se fechou eu encostei na parede e me permiti chorar. Como eu pude ser tão idiota. Achar que ele queria algo comigo. O Mitch meu Deus. Ele me ama tanto e eu fui uma desgraçada com ele, eu trai o amor que ele tem por mim. Eu falo com ele sobre o que eu fiz? Não. Definitivamente não. Podemos recomeçar. Sim, podemos. Assim que cheguei no saguão eu fui direto para a rua pegar o táxi.

POV’S Claire

Confesso que eu não conseguia pensar em mais nada a não ser no que a Patrícia esta fazendo. Ela me falou para ficar aqui, mas a curiosidade está tomando conta de mim. Me levantei e andei apressadamente  em direção a porta a abri e dei de cara com o Dougie. Ele ia bater, mas ficou surpreso ao ver que eu abri a porta antes ele poder fazer.

– Posso ajudar? – o que ele queria afinal de contas?

– Posso entrar? Eu quero falar com você.

– Olha Dougie. Se for sobre hoje relaxa não tem...

– Por favor. – ele me olhou com súplica me fazendo suspirar e dar espaço para que ele entrasse.

Assim que fechei a porta ele se aproximou.

– O que é isso? – perguntei confusa e andando para trás.

– Eu não posso ignorar. Claire você me chamou atenção desde que eu te vi pela primeira vez. Hoje foi um erro com a Dionne, foi você que me chamou atenção. É você que eu quero. – ele passou a sua mão em minha cintura e me puxou para perto.

– Não isso está errado, eu não quero. – tentei empurrá-lo, mas ele estava me segurando muito forte. Por algum motivo eu achava aquilo errado. Minha cabeça só sabia pensar no quanto eu magoaria o Nathan se fizesse isso.

– Claro que você quer. – ele começou a beijar meu pescoço e eu tentava empurrá-lo o mais forte que podia.

– Eu não quero. – falei com dificuldade, mas ele não parava. – para, por favor.

Senti um enorme empurrão e logo eu estava no chão, quando levantei a cabeça vi Nathan jogar Dougie na mesa e ir para cima dele. Meu corpo estava paralisado e eu não conseguia fazer nada a não ser olhar os dois brigarem iguais a uns animais. Depois de algumas piscadas eu me levantei e corri para cima deles. Puxei o Nathan e pedi para ele parar, mas havia raiva em seus olhos, me virei para olhar o Dougie e sua boca estava cortada e também havia raiva no olhar.

– Você ta ferrado moleque. – Dougie veio em direção ao Nathan e eu entrei na frente.

– Você não vai tocar nele.

– Sai da frente, Claire. – Nathan pegou meu braço e me colocou de lado. Antes que eu pudesse fazer mais alguma coisa os dois estavam se matando novamente. Dougie já havia cortado a boca do Nathan.

Eu não sabia o que fazer a não ser chamar os seguranças. Corri para fora da minha sala e gritei para os dois que estavam no balcão junto com a Maria. Eles vieram correndo e logo separaram os dois.

– Eu vou acabar com você. – Dougie se debatia tentando se soltar.

– Nunca mais toque nela seu filho da puta. – Nathan estava possesso de raiva. Entrei em sua frente e segurei o seu rosto. Ele não me olhava, seus olhos estavam presos em Dougie.

– Nathan. – Sussurrei e ele finalmente me olhou. Assim que ele fez a raiva passou e seus olhos se amoleceram.

– Você está bem ? Ele te machucou? – Ele correu os olhos por todo o meus corpo afim de achar algum machucado. Apertei minhas mãos em seu rosto e ele voltou a me olhar.

– Eu estou bem. – O tranquilizei.

– Eu tenho que falar com você. A gente tem que conversar, por favor. – Ele me implorou e eu concordei. Logo o Dougie foi retirado da sala e somente eu e Nathan permanecemos nela. Eu já sabia sobre o que era a conversa e também sabia como ela iria terminar, infelizmente.