– Meu Deus!!!E agora? Big Kev vai nos matar gente, e agora, vamos morrer de fome, de frio, lobos virão comer nossa carne.- Siva levantou esfregando a cabeça e andando de um lado pro outro.
– Lobo? Onde? Não me matem? Tia cadê você?- James levantou num pulo olhando de um lado para o outro.
– Sussega o cú ai vocês dois, que Mmané lobo Seev, e não vamos morrer de fome, calma gente, deve ter alguém aqui.- Max falou e resolveu de levantar.
– É gente calma, vamos dar uma volta e ver se tem alguém por aqui. - Nathan se levantou e me ajudou, eu peguei meu salto e me ajeitei. Patrícia estava toda descabelada e procurando o outro par de sua sandália.
–Thomas Parker, me dá meu sutiã agora. - ela apontou pro mesmo que rapidamente entregou o sutiã para a garota com cabelos ruivos.
–Alguém está com celular ai?- Nathan perguntou e todos nós começamos a procurar.
– Eu só trouxe batom, identidade, essas coisas. - Eu falei.
– Ah de novo não cara, perdi outro IPhone, desisto.- James falou bufando.
– o meu descarregou. - Max falou e levantou seu celular, tom fez o mesmo seguido de Seev.
– Nossa cara, e agora?- Perguntei dando sinal de desespero.
–Calma gente, vamos andando e talvez a gente ache algum lugar com telefone.- Max falou e todos concordaram.
–Mas (arrotando) alguém lembra de ontem?- James falou ainda agarrado a garrafa.
–Joga essa merda fora James Noah McGuiness, e não eu não lembro. - Nathan falou e pegou a garrafa da mão do rapaz de cachinhos, logo em seguida todos responderam “eu também não”. Ninguém se lembrava da noite anterior.
(...)
– Cara esse lugar não tem ninguém, já estamos andando a meia hora. - Seev falou reclamando e secando o suor. Já estávamos andando a cerca de meia hora numa estrada de terra onde não passava uma alma viva.
–Maldito duende-verde. - resmunguei apoiada no nathan.
– O que é isso no seu bolso Max?- Thomas apontou para um papel amassado pendurado no bolso do mesmo, ele pegou o papel e leu.
– “Por favor, quando retornar ao hiate entregue o passe”- Max leu em voz alta. Nós paramos de andar e rapidamente procuramos nos bolsos e no meu caso na bolsa o mesmo papel que Max tinha.
–Achei. - Thomas gritou e segurou dois papeis iguais os do Max. – e um meu e o outro da Patrícia. - ele observou.
–Achei também. - James que estava mais atrás veio segurando o papel, assim todos nós achamos o tal “passe” e ficamos encarando o papel.
– Pelo visto era para entregar assim que voltássemos para o hiate né gente?- Patrícia falou.
–E porque diabos não voltamos?- Seev falou indiguinado.
– acho que estávamos muito ruins para voltar de algum lugar né Siva. - Thomas falou como se fosse óbvio.
– gente pera... eu to me lembrando..parece que todos tinham descido para se divertir aqui, e acho que esquecemos de voltar e ninguém deu falta.- Nathan fa
falou com a mão na cabeça com sinal de esforço.
–porra foi tudo culpa sua James. - Patricia gritou e todos a olharam assustados.
–Por que minha culpa?- ele falou surpreso.
– A gente foi procurar você que tinha sumido... agora eu me lembrei.- ela falou nervosa.
– Vish gente, agora não adianta nada ficar nervoso, vamos parar de enrolar e continuar caminhando, por favor. - Max falou e Thomas puxou a Pati.
– Tudo eu, tudo eu. - James foi andando na frente como uma garota mimada
–Gente... eu to com sede.- resmunguei.
–Ah, bebe urina então Claire. - seev falou e geral riu, menos eu, é claro.
– Gente dá pra parar de fogo no c... - James se virou para brigar, mas foi interrompido por Nathan.
–Olha ali uma caminhonete, vamos gritar gente, SIVA ENTRA NA FRENTE MERDA. - ele falou desesperado e não demorou muito, todos nós ficamos na frente da caminhonete que ainda estava um pouco distante da gente gritando para a mesma parar.
–Deus é mais. - falei e o Max e Thomas foram falar com os dois idosos que estavam no veículo, não demorou muito e o Max fez um sinal positivo e mandou a gente subir na parte de trás onde tinha capins e algumas galinhas.
– Eles vão nos levar até um píer que é a uns quatro quilômetros daqui. - Thomas falou subindo na caminhonete.
(...)
Estávamos há quase uma hora e meia naquela caminhonete velha e que fazia barulhos estranhos, até que bingo, um barulho estranho veio da frente da caminhonete e ela foi parando.
–ótimo. - Patrícia falou e revirou os olhos.
–Será que os jovens poderiam descer e empurrar?- O idoso que estava dirigido falou.
– Ah claro. - Thomas falou e retirou sua jaqueta, logo depois Siva, Nathan, Max fizeram o mesmo e desceram para empurrar.
– Você vai ficar ai mesmo James?- Nathan falou fazendo cara de incrédulo e James deu de ombros.
– Estou muito bem aqui. - ele falou e fechou os olhos.
– A. galinha. Ta. Me. Encarando. - Patrícia falou demonstrando medo para a galinha que a estava olhando fazia um tempo.
– Relaxa ela é inofensi... - ia falar mais a galinha voou em direção a Patricia que deu um ataque e começou a gritar fazendo James gargalhar.
–TIITA, TIRA TIRA ELA DAQUI. - Ela se debatia e penas estavam se espalhando no lugar.
– Calma Patrícia. - Thomas gritou impaciente e cuspiu uma pena que caiu em sua boca.
– Sivirina, quieta menina quieta. - O idoso que estava no carona gritou e como num passe de mágica a galinha parou de atacar a menina ruiva e ficou quieta.
Eu olhei incrédula para a galinha quieta no canto, era coisa demais para um dia, mais uns cinco minutos com os meninos empurrando e já molhados de suor a caminhonete voltou a funcionar e eles subiram.
(...)
–Pronto ocês tão entregue- o que estava dirigindo falou e nós sorrimos em agradecimento.
– Bom agora é achar alguém para nos levar. - Max falou e observou o lugar e deu uma pequena corridinha até um barco e demorou uns minutinhos e vem sinal para irmos até lá.
– Bora gente. - ele falou sorrindo e subimos no barco.
–Como você conseguiu?- Nathan sussurrou para Max
– A filha dele é nossa fã. - ele falou e piscou brincalhão.
(...)
–Entregue, agora pode dar o autógrafo para a Eliza?- o homem simpático pediu e os meninos rapidamente autografaram uma blusa.
–Pronto, agora vamos pegar um táxi e vamos para casa. - nathan falou com um sorriso no rosto, todos que estavam na rua nos olhavam espantados, estávamos descabelados, sujos de terra e suados. Não demorou muito e pegamos um táxi e logo chegamos ao destino.
–To morrendo de fome gente. - eu falei e os outros concordaram.
–Daqui à uma hora a gente se encontra aqui para irmos comer fora e nos despedirmos. - Thomas falou e concordamos, eu e pati entramos no hotel e fomos para o meu A.P
–Claire? Onde você tava?- Minha mãe falou desesperada.
–Oi tia, ela dormiu comigo ontem, ai a gente fico conversando e acabamos perdendo a hora, perdão. - Patrícia falou com a maior cara de santa possível.
–Ah tudo bem, mas que roupas são aquelas na cama?.- ela falou com a mão na cintura e nos sorrimos sem graça.
–Vamos arrumar mãe. - Falei e puxei Patrícia comigo, não demorou muito e tínhamos juntado as roupas e resolvemos ir tomar um banho porque né....
– Vamos embora às 19 horas Claire, não se esqueça. - Meu pai Gritou.
–Tudo bem pai. - falei desanimada e olhando para baixo.
–Amiga relaxa. - Patrícia falou sorrindo.
– Relaxa nada, e como a gente fica hein sua piranha?- eu falei e a abracei.
– Sua besta a gente mora no mesmo estado, já é algo bom. - ela falou tentando parecer feliz. - Olha nós duas moramos em Guarulhos, já é algo não é?- ela sorriu doce e eu retribuí. Ficamos ali conversando mais um pouco e logo o Nathan mandou uma mensagem.
“Daqui a cinco minutos estarei ai. Nathan (: xX”
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